segunda-feira, 5 de maio de 2008

Padre diocesano ou padre religioso? - 1a. parte

As diferenças entre um padre diocesano e um padre religioso são várias e podem ser abordadas desde diversos pontos-de-vista. Nesta primeira parte abordaremos uma diferença sob um desses pontos-de-vista.

O padre diocesano ordinariamente serve à igreja dentro de uma area bem-definida (a diocese). Ele serve o povo como padre da paróquia e pode também envolver-se em outras formas de ministério: ensino, capelão em hospitais, presidios, universidades, etc. O padre religioso, por sua vez, é um membro de uma comunidade (família religiosa) que não se limita geograficamente dentro dos limites de uma dicocese.

Antes de ser padre o religioso é um irmão, um membro de uma família religiosa. Uma dessas famílias é a dos Agostinianos Recoletos. O irmão religioso que é padre vive sua vida em uma comunidade. Os membros desta se apóiam mutuamente e alcançam metas no trabalho partilhado.

Para os padres religiosos, "comunidade" é uma realidade-chave. Nela eles partilham ideais, oração e compromisso com Cristo. Igualmente ao padre diocesano, um padre religioso pode servir a Cristo em uma variedade de ministérios.


(continua)


Qual a sua opinião sobre ser padre diocesano
e padre religoso neste ponto-de-vista?


Conheça mais os frades Agostinianos Recoletos.
Acesse o site da Província Santa Rita de Cássia:
Fraternalmente, frei Mason

3 comentários:

Anônimo disse...

Bom, é muito complexo quando falamos nesse assunto (diocesano/religioso), porém devemos concordar que ambos, quando orientados pelo Espírito Santo exercem seu ministério de forma exemplar.
É muito dificil para o vocacionado entender e discernir o religioso do diocesano.
Quando descobrimos a vocação, o próximo passo é descobrir se ela é uma vocação limitada ou missionária. Não é a toa que as Congregações Religiosas são as entidades que mais enviam religiosos e religiosas para lugares onde a miséria e a violência ultrapassam quaisquer barreiras da sociedade.
Particularmente, eu como vocacionado que sou, tanto espiritano quando agostiniano sei que só me sentirei feliz completamente quando partilhar da minha felicidade com meus irmãos de sacerdócio.
Dai surge um ponto em que muitos diocesanos falam, a grande solidão que os abate.
Enfim, diocesano e religioso, independentemente dos pontos fortes e fracos, ambos exercem o mesmo ministério onde o amor e a caridade devem andar lado a lado.

Danilo Freitas - Vocacionado
Paróquia Santa Mônica
Reg. Lapa - Arquidiocese de SP

Rita de Cássia disse...

Muito bom seu comentário Danilo, especialmente sua frase: Deus escolhe os capacitados sim.
Mas nos chama também a nos capacitarmos cada dia mais para sermos seus verdadeiros seguidores.
Seguir a Jesus é estar a serviço, e esta é a vocação de todos os cristãos. Portanto em uma ordem religiosa,na diocese ou como leigo é preciso esquecer-se e envolver-se com os mais pobres e excluídos(prediletos de Deus). Essa sim é a verdadeira atitude de um seguidor de Jesus Cristo, difícil é não se tornar "servidor de fachada" ou político que abusa da confiança das pessoas e do próprio Deus.
Esta tentação está em todos nós, é um desafio que precisamos superar, por isso é preciso ser capacitado para ser escolhido.
Um abraço.
Rita de Cássia
Paróquia N.Sra. de Lourdes
Vila Hamburguesa - São Paulo

Jefferson. disse...

Muito bom a Postagem vio! eu queria partilhar com voces ai minha aflição, estou sem saber pra onde ir, seja Agora a Congregação da missao ou a Diocese. Acontece que nesse domingo depois que cheguei de um encontro vocacional com uma congregação que me correspondo a anos percebi que nao é aquilo que eu pensava que éra.. acontece que criei imagens na minha mente sobre ela. e a pedido de uma seminarista fui no fim do mes passado á um encontro com a diocese. Agora eu já nao sei quem eu sou ou oque quero ser. eu tenho medo.. medo de sair de casa e ir pra um lugar longe, mais ao mesmo tempo nao quero e me sinto indigno de ser padre, quem sou eu? nao posso escutar os pecados dos outros e nao posso dirigir uma comunidade.. socorro.